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Cuidar que Transforma: Histórias Reais de Superação na Misericórdia de Albufeira

No âmbito do Dia Mundial do Doente, assinalado a 11 de fevereiro, a Misericórdia de Albufeira promoveu uma série de publicações dedicadas a histórias reais de superação e recuperação, vividas diariamente nas diferentes respostas sociais da instituição.

A iniciativa teve como objetivo dar visibilidade ao impacto do cuidado humanizado, centrado na pessoa, demonstrando como a intervenção técnica, aliada à proximidade e ao respeito pelo ritmo individual de cada utente, pode transformar percursos marcados pela fragilidade em trajetórias de autonomia e bem-estar.

Recuperar a mobilidade e a confiança

O senhor José regressou à ERPI O Roseiral após um internamento motivado por uma infeção bacteriana, apresentando perda da capacidade de marcha, insegurança e maior dependência nas atividades da vida diária.

Através de um plano de fisioterapia contínuo, focado na recuperação da mobilidade, do equilíbrio e da confiança, foi possível reverter a situação inicial. O utente voltou a caminhar de forma autónoma e a participar com maior segurança nas rotinas diárias, recuperando competências essenciais para o seu bem-estar.

Também na ERPI Olhos de Água, a D. Eunice, de 67 anos, após uma fratura do membro superior e um período de imobilização, viu diminuídas a sua funcionalidade e independência. Com acompanhamento em fisioterapia, registou-se uma evolução favorável do membro superior e a recuperação da marcha, com apoio de andarilho. Este progresso traduziu-se numa maior autonomia nas atividades da vida diária e na retoma de gestos significativos para a sua identidade, como pintar os lábios, reforçando a autoestima e a confiança.

A importância do descanso e da estabilidade emocional

No Lar Residencial São Vicente, o senhor Hélder enfrentava dificuldades persistentes em dormir na cama, consequência de experiências anteriores em contexto hospitalar.

Com um acompanhamento individualizado e gradual, orientado para a readaptação ao espaço e à rotina, voltou a dormir no seu quarto, na sua cama, com maior serenidade e autonomia. Uma melhoria aparentemente simples, mas com impacto profundo na sua qualidade de vida e equilíbrio emocional.

O cuidado que chega a casa

O Serviço de Apoio Domiciliário revelou-se determinante para o senhor António Pinheiro e a sua esposa, que se encontravam em situação de isolamento social, sem retaguarda familiar e com dificuldades na gestão do quotidiano e na manutenção da habitação.

Com a integração no serviço, passaram a beneficiar de apoio na higiene habitacional, tratamento de roupas, monitorização regular e resposta atempada em caso de necessidade, incluindo teleassistência. Atualmente, mantêm-se a residir no domicílio com condições de segurança, dignidade e maior tranquilidade emocional.

De igual modo, a D. Maria Palhaço, após uma queda com fratura do fémur e internamento prolongado, regressou a casa com perda significativa de autonomia funcional e risco acrescido de queda. A integração no Serviço de Apoio Domiciliário permitiu assegurar apoio nas atividades essenciais, promovendo simultaneamente a sua participação ativa, de acordo com as suas capacidades, garantindo permanência no domicílio com maior segurança.

Nutrição, saúde e qualidade de vida

No Lar Residencial São Vicente, a utente Julieta apresentava excesso de peso, identificado como fator de risco para outras condições de saúde. Foi implementado um plano de intervenção nutricional, acompanhado por monitorização clínica e trabalho de equipa multidisciplinar.

A evolução revelou-se favorável e sustentada, traduzida numa redução gradual do peso corporal e numa melhoria global do estado de saúde, proporcionando maior conforto, equilíbrio e qualidade de vida.

Recuperar identidade, pertença e propósito

Na Casa da Paz, João Matos, professor de yoga, viu a sua vida pessoal e profissional alterada pelo surgimento de uma doença psiquiátrica. Após acompanhamento hospitalar, integrou a resposta social, onde beneficia de um acompanhamento estruturado e centrado nas suas necessidades.

Atualmente, participa ativamente nas atividades e dinamiza sessões de yoga que envolvem outros utentes e colaboradores, reforçando a sua autonomia, sentimento de utilidade e pertença.

No Centro de Dia Olhos de Água, a D. Rosália ultrapassou um período de isolamento e tristeza após o falecimento do marido, encontrando na convivência diária e nas atividades de animação um novo sentido para o seu quotidiano.

Já no Centro de Dia O Roseiral, a D. Lucília retomou atividades que sempre apreciou, como o croché, após um período de afastamento social motivado pela pandemia. A integração gradual e o ambiente acolhedor permitiram-lhe recuperar rotinas, confiança e sentimento de utilidade.

Um compromisso diário com o cuidado humanizado

Cada uma destas histórias representa o trabalho desenvolvido diariamente pela Misericórdia de Albufeira, assente num modelo de intervenção próximo, individualizado e centrado na pessoa.

Mais do que recuperar capacidades físicas ou assegurar respostas sociais, o cuidado humanizado devolve autonomia, identidade e sentido de pertença. É esse compromisso que continua a orientar a ação das equipas técnicas e operacionais da instituição, promovendo bem-estar, dignidade e qualidade de vida junto de quem mais precisa.

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